segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

"Não aprendeste nada, vai."

Por algum motivo de criação social tem-se, normalmente, a certeza de que qualquer ato perante interpretação alheia venha a ser considerado o pior caso, neste onde o ator do feito age de forma distante aos costumes do senso comum. A incompleta compreensão dos fatos traz ao observador a liberdade de pensar assim, talvez por querer que assim seja, querer ver no outro algo de ruim, pra não se sentir sozinho em seus pensamentos (e atos?), também, inaceitáveis aos conceitos sociais.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Condomínios fechados

O esquilo que ali brinca sabe muito pouco sobre a vida, sabe que precisa trabalhar e comer e fugir, se esconder. Ainda não calhou de se questionar por que diabos faz isso todos os dias, nem virá a se perguntar, irá morrer sem saber. Em todo caso, terá cumprido seu dever imposto pela natureza, o dever de existir, reproduzir-se, morrer, fazer parte da cadeia. Seria frustrante descobrir que o sentido da vida é só viver e morrer? Me parece, no todo, mais bonito que o querer de uma inteligência maior que desconhecemos as vontades.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Dúbias dúvidas

Pra se escutar enquanto se faz nada.

Parto para o ato do parto

Tudo igual, como sempre foi e como sempre vai ser, natureza humana, muda a máscara, faz a plástica mas segue a mesma e não sou eu o revolucionário, sou igual, carnal, animal, com as necessidades mais fúteis.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

NLP

Fortaleza, mãe de toda a beleza, espero que me espere assim como te aguardo
guardo, acima de tudo, a esperança de entrar na dança e te guardar na lembrança
no azul do mar, no sotaque puxado, minha última viagem pra fugir deste estado
e ao contigo eu me presentear, vou estar, se ará ou se oro, feliz te saudando
dez lunações nos separam, mas daqui já construo minha barca pra te encontrar
pra minha vida se preencher com teu calor

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Des Moines

As vírgulas podem deixar algumas coisas confusas

Aqueles pelos quais, se assim posso dizer destes que, sem sequer entender o que fazem, se é que dizem fazer o que fazem ou não, e esse não de extrema suspeita já que provas de fato nada tenho sobre tal afirmação, afirmação essa que poderia ser até mesmo um talvez, mas deixaria de ser afirmação, tenho apreço.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Alheio

Devido ao meu encantamento, se faz necessária mais uma das tantas citações que eu ainda farei.

"... Porém, isso são futurações, o destino, quantas vezes será preciso dizê-lo, é um cofre como não existe outro, que ao mesmo tempo está aberto e fechado, olhamos dentro dele, podemos ver o que já aconteceu, a vida passada, tornada destino cumprido, mas do que está para suceder não alcançamos mais do que uns pressentimentos, umas intuições, como no caso deste evangelho, que não estaria a ser escrito se não fossem aqueles avisos extraordinários, indicadores, talvez, de um destino maior que simples vida."

       O Evangelho segundo Jesus Cristo - José Saramago

Delivery

A entrega, a vida fechado os olhos, a partida a partir da qual não voltaremos, isso é o necessário, a vida nos exige esse meio, esse fim. Enfim, tudo isso que nos aborda a cara, ainda limpa, pode, e deve, ser meio de entrega nossa. Por que não, se entregar a uma situação, fazer dela tua paixão?

Esse pensamento me veio ao ouvir a mãe do Caetano Veloso dizendo que ele aprendia todas as músicas que tocavam na rádio.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Sapato novo


Veja só que linda sociedade que se ama, que quer bem a todo mundo.
Uma pessoa sabe que vai receber votos de paz e felicidade apenas duas vezes ao ano, no aniversário e em festas de fim de ano (o que poderia ser considerado um total de três: aniversário, natal e virada do ano).
O espírito de final de ano invade as pessoas que começam a pensar diferente e é tudo lindo, fico feliz que exista ao menos um momento assim, já que o restante é recheado de indiferença. Então, por favor, sigam desejando e ajudando as pessoas mesmo que seja durante uma semana e pouco.

Ser pente

Talvez eu nunca venha a entender o que era pra ser e qual seria a vontade de algum ser quanto a minha existência. Dentre tantos aí ditos existentes, escolhi a mim pra ser o ser que dirá o que serei, ser eu.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Ligue os pontos

Parecer para ser parecido, parido ou falecido, para si, do que importa? Para outros tantos tontos quantos pontos puder ganhar. Paraíso para isso só Paris ou Paraí, só parti para Pará.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

sexta-feira dezembro 21, 2012

Vim-te um dia dizer que vi em ti um dia 21 que também tenho, que vinha do vinho que via do ninho que veio de outrora. Do outono de um mês, fez, se assim posso afirmar, uma casa pra morar e ali acomodado, esperou ser acordado no solavanco do inesperado.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Tout passe, sans arriver mais on va te suivre à la trace

"O barro ao barro, o pó ao pó, a terra à terra, nada começa que não tenha de acabar, tudo o que começa nasce do que acabou. Turbou-se Maria e perguntou, Isso que quer dizer, e o mendigo respondeu apenas, Mulher, tens um filho na barriga, e esse é o único destino dos homens, começar e acabar, acabar e começar"

          O Evangelho segundo Jesus Cristo - José Saramago

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Navegar é preciso

Diz-se então que a vida é uma mar aberto, repleto das mais diversas embarcações, estas partindo de diferentes lugares e chegando a outros quaisquer. Cada qual com uma viagem de duração incerta, incerta talvez pra embarcação, o que não se pode afirmar do mar que é quem dita as regras. Diferentes entre si, as embarcações se apresentam umas mais belas que outras, maiores, menores, ricas, humildes, mas o que realmente as diferenciam é a presença do piloto. Este simples elemento modifica todo o trajeto, sua presença permite que a embarcação tome suas próprias decisões, faça curvas, retornos em vez de apenas se deixar às escolhas do mar.

Peço aos desavisados que não se ofendam por não entender

O que não se entende ofende.
eu ia escrever algo que não fizesse muito sentido, mas mesmo assim soasse bonito, que não tivesse muito a ver com a vida de qualquer um, mas que todo mundo se encaixasse, que dissesse o que fazer e todo mundo concordaria mas ninguém faria.

vou deixar pra fazer amanhã quando isso parecer menos idiota.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

"Não entendi nada" (AIRES; Érica, 2012)

Quem viver verá que viver virou vício por voltar a viver o que se era antes de ver o que virou.

Isso é um déjà vu.

domingo, 16 de dezembro de 2012

não

Como uma bala, assim veloz, ela vem e atravessa mais de um, mais de mim, comum como um dia qualquer, tua dor me toca também e assim me entristeço, envenenado não te aborreço, sei que vai passar antes de acabar.

sábado, 15 de dezembro de 2012

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Diz-se daqueles que nada entendem, que um dia ainda nada entenderão

Assisti uma menina dançar e percebi que ela errava, mas aquele erro sutil que eu quase não percebi foi o que bastou pra eu perceber que os erros devem ser encarados assim, com a velocidade de recuperação que ela teve, imaginem só ela parando a execução para se lamentar do pé ter ficado no lugar errado ou do movimento sem sucesso. A vida é uma apresentação por inteira e por mais que os erros venham em formatos diferentes aos apresentados pela bailarina, podem ser encarados da mesma forma, não se lamentando e procurando fazer o melhor, parece simples pra bailarina, por que não pode também ser pra todos?

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Oco paddle

Ocupado em achar quem mereça culpa, o culpado ocultado de si enxerga o que bem entende e sem muito entender estende o braço e aponta a ponta do dedo ao primeiro que apareça. Tempos depois, quem sabe lá quanto, talvez se veja fazendo o que tanto pregou como erro e rogue a si a lembrança e o silêncio.

Com fuso

Com tudo, contudo, conto do conto que cantam por aí, por ser não muito bom pra audição como é pro pensamento que rapidamente se torna suspenso e ao relento se desfaz.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A Caverna

A idade feliz, felicidade, cidade onde vivemos quando compreendemos que nada vale tanto a pena assim. Mesmo o que é ruim vira poeira de estrada, retirada pelo vento pra sombra da amoreira em que o cão Achado se encontra atado.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Suplemento cerebral

Os cansaços organizados através da maratona mental são tão cansativos quanto a real, uma mente que por aí transita por demais mata mais que qualquer dor física. O que era pra ser uma leve caminhada se transforma numa interminável jornada, por voltas em diferentes sítios.

sábado, 8 de dezembro de 2012

a gente percebe que [...]

por que você vai clicar aqui e fazer aparecer que viu essa postagem em especial assim como viu todas as outras?

Joguei a sorte na moeda e ganhei, apostei algo impossível e possível se fez, se tudo fosse assim, se fosse fácil assim deixar que a moeda decida. Nessa vida estamos sempre tentando passar o que é de nossa responsabilidade pra coisas quaisquer, no meu caso a moeda.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Compra laranja, doutor, ainda dou uma de quebra pro senhor

Um apelo qualquer a uma canção pra mostrar quem são teus sentimentos, mas donde parte nem a arte te proporciona e o que te abandona te diz quem é. Homem ou mulher, ingênuas cabeças, peças pequenas de um infindável puzzle.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Como versas

No que ela disse: Com esse despreparo?

No que eu pensei: Comece desamparo?
                  Conhece de São Paulo?
                  Com 's' de separo?
                  Começa dez e paro?
                  Como essa depois parto?
                  Conversa de dois 'prato'?

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

tô cansado demais. Vou ver a vida a pé

Um ótimo porquê da existência disso tudo que hoje existe e que insiste em ser predominante, a qualidade não é fruto da recompensa em dinheiro. Quilos de reflexões sobre um mesmo contexto.


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O bonde ia longe já quando abanei pra ninguém

Eu deixo o café esquentar demais, só pra ter que esperar, esperar ele esfriar, mas só um pouquinho, ainda assim,  mesmo sabendo que ainda está quente, eu faço algumas tentativas, só pra talvez me queimar ou por puro descuido. Quem não faz as coisas sabendo o que vai acontecer, mas mesmo assim não deixa de fazer?
Nem sou tão apreciador de café assim.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Adieu

A verdade a ver de perto meus olhos verde abertos
A canção que eu não queria cantar, cantando agora está
De nada me adianta adiante adiar a situação advinda
Que venha e seja então bem-vinda.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Dedilhar de um domingo sem sombra, nem dúvidas

A caso de casar com meus castanhos quase louros cabelos, pelos quais quaisquer certeza não passa
peço que pare de pesar a consciência mascarada e sem vivência de dizer que tal lugar não existe nem existirá
lembro-me bem que sem tal situação de nada servirão as despedidas, sem maiores idas e vindas
sem vidas vividas, exauridas de tanta sofridão, estende a tua mão e mostra teu pensamento

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Sinfonia de uma nota só, a si

Eu já fui mais. Eu já fui menos. Eu já fui. Eu já voltei, fiquei.
O passado me tem de diversas formas diferentes da atual.
Esses diferentes retratos somados montam o que ilustra o atual.
Logo eu farei parte de uma outra pessoa, logo, agora.

Às de copas

Não me importa isso tudo às vezes
às vezes sim.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Above the new sky

brota em mim qualquer dor ligada ao desapego distraído descabido singular que ferve nervos, cospe insultos e morre.

domingo, 25 de novembro de 2012

A via a via e você nem sabia


A vida ávida por avessos avisou, sem haver necessidade,
que havia uma via de vida bem melhor na avenida a vir.

sábado, 24 de novembro de 2012

Tinta em pano

Ter tempo é tão relativo, ter medo é tão negativo,
Ter certeza é tão arrogante, ter clareza entediante,
Todo mundo joga um jogo invisível, em que todo mundo é uma peça,
Não peça pra sair, não tente resistir.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Tostão de Tolstoi


Na esponja dos sentimentos, sugo tudo
Mas quando me tiram do balde começo a vazar, colocar pra fora
E em que balde vou ficar ao sair, quando eu for embora
Não existem baldes nem baldas, mas sim uma floresta de esponjas secas.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Cobertura

Com tremenda tremedeira dispus-me, assim que acordei, a ser o que ninguém quis
Logo voltei a dormir, porque sequer conheço esses que chamamos de todo mundo
Quis ser eu, quisera nós sabermos do que nos cerca, não enxergo sequer o mendigo.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Deixa a minha postagem ser o que ela quiser


Me vejo mergulhar no olhar da anedota
"Anota aí mais um chopp pra gente"
"E eu crente que ia mudar"
Sai do corpo, vagando de vaga em vaga
"Traz mais um pouco daquela salada"
A vida não tem nome, nem título
Reprise ou trilha sonora
"Trilha teu caminho e vai!"
A vida vai indo, levando, materializando
No nosso estado tudo vira material
Inclusive a vida, algo irreal
Se enganar é viver
Talvez perder, talvez ganhar
Lembrei que é preciso acordar
e começar a viver.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

De si são

A procura por uma opinião no mínimo parecida com a nossa é justamente a falta de certeza que temos sobre ela. E quando encontramos, que felicidade, duas pessoas enganadas!


ou não.
Será que alguém pensa assim também?

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Desatino

"Ganhou Quem Porfia Mata Caça, está visto que o que tem de ser, tem de ser, e tem muita força, nunca jogues as pêras com o destino, que ele come as maduras e dá-te as verdes. É o que geralmente se diz, e, porque se diz geralmente, aceitamos a sentença sem mais discussão, quando o nosso dever de gente livre seria questionar energicamente um destino despótico que determinou, sabe-se lá com que maliciosas intenções, que a pêra verde é o filme, e não os exercícios ou o livro."
                                                                      
                                                                 O Homem Duplicado - José Saramago

Antecipação

As impressões impressas num rosto inexpressivo, sem pressa nessa cordilheira. Caminhemos devagar sem medo de vagar algum lugar no luar que nos espera. Na esfera terrestre, no bico de luz, tudo que traduz o ouro, tesouro daqueles que enxergam dois segundos além.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Perecebeu?

Vendo o que vendo, dado os dados na mesa, percebo que para adorno, coração basta, estar vivo é o que vale

Meu Sítio

Todo mundo quer ler pouco. Mas na verdade leem muito. O que lhes interessa é que o começo esteja próximo do fim.