segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Me deixem dormir

Percebi que não sirvo pra internet, ou para o propósito social dela. Não consigo ter a paciência necessária para uma conversa num chat qualquer, nem pra construir uma imagem bacana e chamativa, nem pra coisa alguma. Canso e me arrependo de pensar sobre. Ultimamente evito, meu mundo real parece mais seguro, por mais ignorante que isso possa parecer. Acho que só envelheci, mas nem sou tão velho assim, talvez a coisa só não seja pra mim.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

"Darwin" agora é pra valer, eu fiz o meu melhor, mas a evolução me tirou do páreo

Era uma vez o Antônimo, o Antagônico e o Anti, ao perceberem que andavam juntos, cada um tomou um caminho diferente. Fim da história.

A madrugada amargurada amarga os lábios ao sabor da carqueja. O que deseja realmente é um copo d'água do rio que não pode beber, se embriagar, afogar e morrer. Mas lá vem o sol, manda ela embora proutros campos, proutras vidas e ela em busca d'água, embaixo d'alma que necessita mas nem sabe o porquê. Sempre existe um rio longe demais da boca sedenta.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A sorrir eu pretendo levar a vida

Meu tempo dedicado às minhas obrigações, este sou eu vivendo sem questionar, grande perigo se o fizer. Em todo caso, não me sinto mal, nem pior, nem meramente irrelevante, o sentido que eu não questiono me proporciona algo mais. A gente vive de recompensas, por colocar 'm' antes de 'p' e 'b', formando assim um ótimo estilo musical surgido na década de 1960. A felicidade se consegue ao descobrir quando abrir ou fechar os olhos, tudo uma questão de momento, uma questão de questionar ou não. De decidir pelo certo social ou pelo certo pessoal, que na verdade vem a ser bem parecido um do outro. Agora vou dormir, amanhã preciso abrir os olhos pra fechá-los e seguir trabalhando. Devagarinho uma fase vai se terminando.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A caixa

Ao abrir os olhos, BUM, dentro da caixa. Bom dia, diz a mãe, Bom dia, diz o pai. Café da manhã fresquinho, um pão aquecido e o tempo de ficar em casa já pela hora de findar. Abre a porta e, BUM, dentro da caixa. Bom dia, diz o vizinho, Bom dia, diz a vizinha, lambidas, diz o cachorro. O carro sai, as ruas vêm. Ao entrar no trabalho, nem preciso dizer... dentro da caixa. Bom dia, diz ao chefe, Olá, à secretária. A caixa e seus limites de caixa.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

At estado

Diz dizer o que contradiz, mas fiz tudo ao contrário do que eu disse. Certezas na certa acertadas pela dúvida de serem induvidáveis.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

“VOCÊ É NOSSO MELHOR CLIENTE, MAS, POR FAVOR, NÃO O VÁ DIZER ISSO AO SEU VIZINHO”

- Mas e o que somos nós, você e eu, clientes de um mercado eterno?
- Tudo bem, senhor João Paulo, posso então confirmar o pagamento para a próxima segunda-feira, dia 21?

Nem foi assim, nem vai ser.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Lembranças En la Corte, de Lunes a Viernes de 17 a 23 hs.

A vida tem dessas coisas e outras e ostras e um mar inteiro de conchas. Com chás e solo em fá, enfadonho seria sentar e beber ou tocar.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Ctrl + lado

Um texto em branco, inapropriado dizer 'uma mente vazia'.
J
 Os retratos falados do que nem sempre é dito, escrito ou melhorado.
Á
 Me lembro ainda ontem do hoje que seria.
N
 Comprida promessa a se cumprir, a de calar a si.
Ã

O

Me Importa

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Descendo as Corredeiras

Por que tanta pressa, oh! Ser humano? Se ser humano é tão natural. Engole o cachorro quente e corre pro expediente que hoje o dia vai ser longo. Que medo de ser humano, descer um ano na escala de viver só pra correr assim, só pra olhar pra mim, que ando tão devagar, e mostrar que essa corrida eu já perdi. Nessas histórias de tartarugas e lebres, a lebre não dorme, tem insônia e toma remédios faixa preta, ser humano é tão desigual, tão animal, tão normal.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A si estou ligado ligeiramente desfeito

Contemplo a colina com tempo, contando caminhos com tantos contos.
A beleza dita da natureza e conceituada por nós, não tem explicação, ela ali, simplesmente é, não busca ser mais ou menos bela.
Ao assistir e refletir, não encontramos sentido pra essa vida que levamos, a natureza ali, tão bela, nos chamando pra levar a vida com ela, ganha num jogo desigual onde o concorrente é uma sequência de obrigações banais, a prisão da visão.