terça-feira, 30 de abril de 2013

Uni versos para Lelo

Compartilho cá minha sincera vontade de fugir para Papeete. Correr até o Chile, pegar um barco qualquer e remar até lá. Conheci Papeete há uns 6 anos enquanto passava os olhos pelo Google Earth, desde então virou meu refúgio mental. Nem parece ser o melhor lugar do mundo, só me parece longe o suficiente.











Se um dia eu sumir, fui pra lá.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Diz "torce", o que eu digo.


Tu fo
     gesticulando le
                     trazendo à ton
                                   à toa, tua mágoa incompreen.
          De ida busco o ca
                            roubo a cena, num cine
                                                  mas mudo, me ca
                                                                     logo que de novo te vejo;

terça-feira, 23 de abril de 2013

Li Mitz, pequeno pra quem impõe, gigante pra quem obedece.

Assintoticamente falando, que limites tem tua mente? De mente sei muito pouco, de gente quase nada e nada a mente nesse vasto rio de mentes com limites de lentes alienadas, deleite da surpresa de leite alimentada.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Às de costas

Tem gente que germina o gim, que o fim não chega, que chegada a hora, chora, que deitado à noite, sonha, que dorme e acorda. No grito contigo contido, contado a si mesmo, guardando o som do movimento que a onda, sem querer, levou e lavou. Levou tempo pra perceber os dois lados da história, onde a gente normalmente toma pelo certo apenas um, o mais barato, o de melhor alcance das mãos, o de interesses alheios.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Percepção pela quantidade

Quem lê interpreta, isso porque não vê também, só lê. Quem lê usa de todos os artifícios apresentados para interpretar da "melhor" maneira. Quem lê sabe que alguns padrões foram criados ao longo do uso da escrita, como as letras maiúsculas que indicam alteração na voz, ASSIM. Quem lê, então, interpreta. Pois bem, um dos fatores que muito influenciam na percepção via leitura é a frequência na qual aparecem determinados símbolos e até mesmo a falta deles. Hoje, ao preencher uma planilha compartilhada com uma determinada empresa, adicionei num dos campos a seguinte sequência de símbolos "??", indicando a falta do item daquele campo e questionando qual era seu devido teor. Agora você, leitor assíduo, que conclusão tiraria disso? Eu não sei qual foi a conclusão da empresa, imagino que sequer viram, porém, imaginei que isso poderia ser interpretado como: "que audácia! Exigindo essa informação de forma agressiva". Meus dois pontos de interrogação remetem a uma impaciência por conta da não existência do valor, de repente se fosse um, até seria mais ameno. No caso de três, aí sim, a coisa estaria passando dos limites. O mesmo acontece com o ponto de exclamação e etc. O grande detalhe foi eu não ter pensado na percepção, só após o feito. Percebi também que estamos apegados a cada mínimo detalhe, tudo faz uma diferença incrível, é uma fina linha entre o ser e o não ser, o estar e o não estar. Criamos um mundo de detalhes mal interpretados.

domingo, 14 de abril de 2013

Mudando de assunto

Finalizou e nada mudou, o dia segue igual, não interessa o que aconteceu. Ontem a graduação, hoje a louça pra lavar, é irrelevante achar que a realidade muda quando uma palavra se adiciona à formação. Quem muda somos nós, e nós mudamos a realidade, mudar-me-ei de cidade, por vontade própria, porque mudei ao colar grau, porque agora sonho com outra coisa que não o mesmo. Muda em mim que mudo o resto e o mudo em mim agora fala, se expressa e canta. Muda o mundo, o mudo miúdo.

domingo, 7 de abril de 2013

É tudo

A gente vive pra si, pelo menos a grande maioria. Para pra refletir e nossos grandes sonhos envolvem apenas nós mesmos, o todo, o resto, não interessa. Mas cansei disso, desse egoísmo apoiado por todo mundo, do egoísmo correto de ter. Construindo seu futuro. Essa é a nossa realidade vazia, pensa bem, ou nem pensa, procura argumentos pra levantar o seu prêmio de correto. Parabéns é tudo SEU.

Parede ler

E rei quando não podia e rara a situação que se aplica.
A vida do mais fácil, da pressa. Depressa! Pare de ler e se despeça.

terça-feira, 2 de abril de 2013

A história da bolachinha

A vida se mostra de diferentes tamanhos e contextos, acompanhemos esta trise história que segue:

Certo dia, como outro qualquer, estava eu a fazer algo sem grande importância quando repentinamente lembrei que haviam bolachinhas recheadas no armário. "Ora pois, vou lá pegar", pensei. Ao chegar, encontrei a bolachinha de minha preferência, porém, antes de abrir e comer, pensei: "não estou com fome realmente, isso é fruto de uma gula qualquer, vou esperar mais um pouco e logo volto e como". Nesse momento todo mundo já sabe o desfecho. Bom, por algum motivo foi necessário que eu saísse de casa por algum tempo, ao retornar e entrar na sala, encontro nada mais nada menos que o pacote da bolachinha vazio ao lado da Fernanda que comeu tranquilamente.

Moral da história, perdi de comer a bolachinha que eu queria. Mas isso vai além dessa situação, a vida é assim, nem sempre achamos que estamos realmente preparados para algumas situações, porém, ao aguardar, algo que seria perfeitamente bom, pode nunca mais haver uma outra chance. Parece ruim, mas é a realidade, a Fernanda não pensou se eu gostaria de comer AQUELA bolachinha, foi lá e comeu. Na vida a coisa acontece da mesma maneira.

Quantas moedinhas tu tens?

"Onde quer que tenha chegado ao poder, a burguesia destruiu todas as relações feudais, patriarcais, idílicas. Estilhaçou, sem piedade, os variegados laços feudais que subordinavam o homem a seus superiores naturais, e não deixou subsistir entre os homens outro laço senão o interesse nu e cru, senão o frio 'dinheiro vivo'."

           Manifesto do Partido Comunista - Marx & Engels