quinta-feira, 30 de maio de 2013

Já não era o que sou na Era em que era pra ser o que se era.

A semana some e se assemelha à fome que eu venho não tendo. Por fim vejo que a gula engole meu ser e eu pago alto pra viver do que não preciso. É como acariciar uma parte do corpo afetada pela hanseníase, não faz diferença. Quanto tempo dura a descoberta? Quanto tempo a gente se engana? Uma vida inteira? Tudo tende e se estende mais do que devia. "Se alguém por mim perguntar, diga que eu só vou voltar depois que me encontrar".

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Car e Caturas

Pra que precisar? O preciso é tão apático, tão previsível. O humano é a própria imprecisão, se fosse preciso  acabaria com tudo só pra ter o que quer. Se fosse preciso seria como a natureza determinou e a natureza sim é precisa. Não preciso de nada preciso, mesmo precisando.

Vai levando enquanto ando, levantando a sacola plástica, é o vento, vem vindo anunciando seu mais novo evento. O vento vem de longe, vende a vida a troco de nada, leva o pólen que semeia a planta, planta a vida onde há planta morta. O vento levou um fio de cabelo meu, sem eu pedir, sem meu querer, mas o que queria eu?

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Ri de mim enquanto ridimuinho

Estou cansado, vou me deitar. Dizem que o tempo que cura o corpo enquanto durmo, envelhece o mesmo enquanto respiro.
Inclusive, venho respirando muito pela boca, enquanto durmo, enquanto envelheço.
Inclusive, venho tendo mais rinite, por respirar pela boca, enquanto durmo, enquanto envelheço.
Inclusive, venho tendo chiado no peito, por conta da rinite, por respirar pela boca, enquanto durmo, enquanto envelheço.

Em velho, em si, envelheço.

sábado, 18 de maio de 2013

Consome costumes costurados

Perdoe minha perda, meu medo, minha distância, substância descarada da minha vontade de não estar. Evito e vi tu passar, mas ando tão cansado de passar também, de pensar tão bem nos detalhes do teu rosto. Encosto no encosto que a cadeira me dispõe e penso que se um dia o dia chega, que não demore, que não se deixe parar, que não se atrase e eu não perca a viagem que a vida ainda há de me dar. Admirar o quão diferente é do pensar ao ser, tropeçar por querer e dormir, cair no sono do abandono.

Ao resto espero o que resta de um final de um dia, onde o sorriso é público e a visão serena.

Fizera a reza?

Fiz mal ao fazer bem feito.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Ditatorial de tattoo legal.

Eufórico e asmático, andando por aí sem "bom dia" e coisa e tal, não liga pra polícia nem vicia em algo tão banal quanto o programa de TV. Quem vê não pensa, porque aqui ninguém pensa, aqui todo mundo age, de agenda cheia, correndo pro cinema antes do fim dos trailers, antes da fila se formar, antes do cara te roubar, antes da vida se acabar. Sentido raro sentir saudável, sentir vivo, molusco ou alga n'água que varre qualquer outro pensamento não direcionado.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Convence a conveniência a deixar seu posto e mostrar partes do rosto.

É como estar lambendo os dedos sujos de chocolate e se perguntar "eu lavei as mãos?".
Se eu tivesse de me atirar de algum lugar, escolheria um lugar alto, alto o suficiente pra eu poder curtir a queda. Que reflexões será que acontecem quando se está caindo por vontade própria? Cada situação uma questão e com a velocidade que nosso cérebro tem para processar pensamentos, uma queda de uns 7 segundos pode gerar várias divagações. O que é muito estranho, pensar em curtir pensamentos quando se decide pular de um lugar alto por desistir de ter de pensar, porque sim, ao desistir de uma coisa levamos todas as relacionadas junto. Pensei isso enquanto estava na sacada aqui do 5º andar, pensei também que tudo é liberdade, nosso sistema fechado, trancando tudo o que pensamos que temos, morrer é só uma outra forma de sair do sistema. A gente chama de covardia essa desistência, mas aqui não se vence.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Send the sand to an end.

Se a mente amante aumente com o tempo e se alimente de sentimentos sedentários, seria, pois, contrários à evolução certos movimentos estacionários?
Se ria sem motivo, parada na parada para dar "par" a um jogo de mãos que definiria quem ganharia. Ímpar deu o que em par seria o fim.