quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Paquiderme no parquímetro

Um outro homem morreu, antes do almoço, antes da primeira garfada, espetou-se com um osso entalado na goela. Morreu pela pressa de querer adiantar uma vida pacata, mordeu a galinha, engoliu o osso. Não havia explicação para tanta agitação, a vida é assim mesmo, mastigar é preciso. Vai ver achou que poderia ser mais amplo, fazer tudo que deseja em seus 60 minutos de almoço, mas quem sou eu pra dizer, quem poderia nos contar agora está morto, ora vejam só, foi tentar viver mais que o permitido.

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