domingo, 23 de fevereiro de 2014

Só -. .- ---  .-.. . .. .-  .- ...  . -. - .-. . .-.. .. -. .... .- ...
Um monte de coisas escritas em branco pra significar outras.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Fogo

Fujo de mim, fujo de ti, fujo da gente, só pra me encontrar, num egoismo desesperado, e falho, falho sempre, falho porque não encontro sequer sombra e se quer saber acho que nem quero encontrar. Quero fugir e só, não é de hoje, nem é uma ideia passageira que também está em fuga.

Draw a picture of the world we are.

Como não poderia se não podo o que posso? Meus olhos não tocam o das pessoas, além do mais, uso óculos de sol, pra evitar maior contato. Minhas mãos resvalam e encostam na desconhecida, a sensação é suspensa nos milésimos de segundo em que, sem olhar pra ela, retiro a mão retomando à posição inicial. Me pergunto se perguntaria algo a alguém, mas antes que eu pense, três pensamentos correm e me alcançam, argumentando para que desista.

Ando cansando fácil de andar cansado.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Tanto tenho tempo quanto pranto.

Reclamo porque tenho, se não tivesse reclamaria por não ter.
Tenho porque quero, quero porque quis, tenho porque quis.
Quis porque todo mundo tem que querer algo, logo, não quis, quiseram.
Reclamo porque não quis e me deixei querer pelo querer dos outros e agora tenho o que reclamo e reclamo porque tenho.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Ad infinitum com cobertura de caramelo, por favor.

Uns dias acordo e pra nada presto, nada quero. Olho pro nada e nada me atrai, me cai bem não querer nem gostar.
Me irrito e é a cobrança a dona da "irritância", é você, isso, tu! Todo mundo vira inimigo da minha paciência e a desistência parece perfeita.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

A coruja dá bom dia.

A solidão como destino, a porta a ser aberta, a parte em partes correta.
Já não se sabe o que sopra, mas é um vento certo que vem, que venta.
Há tanto o óbvio se mostra e eu escondo o rosto entre as mãos incertas.

Esquece, mudei de ideia.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Déjà vida

Novela das 8 ou 9, mudam os personagens a história é a mesma, mas não dizem que a arte imita a vida? Ou é o contrário? Independente, fazendo jus à primeira afirmativa, "a arte imita a vida", não diria que ela está errada. Não é de hoje que vejo as mesmas pessoas em corpos diferentes, e não, não sou médium, ninguém morreu pra que isso acontecesse. O fato é que em cada "fase" da vida os mesmos personagens me acompanham apenas trocando de corpos. O cenário muda, o contexto é diferente, mas no fundo, tudo igual, o mesmo roteiro. Como na obra do Nietzsche, Assim falou Zaratustra, que li numa versão mangá, onde ele traz a ideia do Eterno Retorno. No caso atual em que percebo, vejo que meu Eterno Retorno acontece dentro de uma mesma vida, sem a necessidade de morrer, e vai se repetindo a cada passo novo. O interessante e talvez o ponto onde Nietzsche queria chegar, é que, percebendo isso, é possível lidar com a mesma situação de forma diferente, modificando o desfecho. Nada muito fácil, de fato, uma vez que a tendência de repetir tudo é imensa. Mas quem sabe um dia eu vire um Além-homem, o que na verdade não gostaria. Por ora, durmo como antes fiz e como repetirei amanhã.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Tudo depende do ponto que modifica a frase;

Cabes baixo aqui, entre o meu querer e o meu poder.
A reflexão odeia peças de teatro e por isso não tem timing pra aparecer em cena, vem quando menos se espera. Quando vi, no banheiro, era ela, toda toda, me mostrando algo que eu ainda não tinha percebido. Fui ver e era verdade, com tapinhas no rosto me contou que sou dependente de problemas. Relutei e disse "peraí, não é bem assim", mas ela riu e me fez pensar, mostrou por A mais B que minha "infelicidade" fazia sentido nenhum. Eu invento as coisas pra poder viver sempre do mesmo jeito, deve ser comodismo.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Se cá há, cá é.

O vazio vazou, rolou pelo chão fugindo por debaixo da porta. Eu, que já sabia da fuga de antemão, avisei tão logo, Pode demorar, mas sei que tu voltas e quando fizeres, traga pão e café.

Não pensa, não fala e sequer respira, preenchi essas ausências encharcando de sentimento tal objeto. O ser humano é um vício por significados.

Vá de reto, meu erro! Dobre a esquerda e siga por mais três quadras, vai haver uma quitanda em frente a uma árvore volumosa, diga que te enviei, vão saber do que se trata. E por favor, quando vier visitar, ligue com antecedência.