domingo, 9 de março de 2014

Donos doloso

O cômodo incômodo nem culpa tem, tem quem dele não sai.
O cômodo é de ninguém, mas a uns pertence mais.
O cômodo quando é meu me pertence também e eu me sinto dono d'algo.

Não falo nem clamo pelo que não me pertence.
Também não quero nem amo algo que não pense.
Canso de não olhar e não falar e me sentir estranho por no cômodo estar.
Como se não fosse meu também, como de fato não é.

Eu invasor da casa alheia, estorvo, areia.
Que se calem e engulam seus pratos e seus conceitos fechados.