terça-feira, 22 de abril de 2014

Nexus breves

O vento sopra colheres de sopa no chá das cinco remarcado para às 18h. Quem faz, quem diz, quem mente ou desmente. A vida, semente, o chão doente, o dedo no dente, a vida ferida. Quanto papo pra um só pescoço, coço e roço, num retosso sem fim, assim como quando duvidas de mim.
Tempo rei do penhasco em que estávamos, pulei junto achando tudo lindo.

domingo, 13 de abril de 2014

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O silêncio insosso me acompanha na volta, interrompido pelos passos sem vontade. O caminho já é conhecido mas cada vez encontro algo novo, uma cor na escuridão que faz. A luz é fraca e a visão é desfocada, é sempre assim, é tudo igual, apesar do frio que começa a dar as caras. Sofro por não ter vontade de fazer coisas das quais não sei se tenho querer.


A Fuga

A fuga afogou mais um
no mar que nos cerca
Fugiu humilde, comum

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Abraços

Embaça a visão do sentido, ou da direção, no contraste contínuo com a realidade, tudo isso deixa de ser verdade. O vazio desprende da boca e cai na rede, chacoalhando que nem peixe, incomodando os já presos pela mesma. Assim me retiro enquanto há tempo, tempo pra fechar os olhos na direção da bagunça organizada.