terça-feira, 10 de maio de 2016

Nosso Norte é a Morte

Um lodo putrefato escorre da boca de alguém que ri e grita a morte do outro como prêmio.
Um ódio sem receio sai da ponta do dedo que aponta.
Nos olhos o reflexo do sangue tão esperado, que jorra e faz poça.
A satisfação de não enxergar qualquer semelhança no outro, de ser e sentir superior.
A paz comprada com sangue humano.
O prazer de comprar vira esporte, quer lei, quer permitir, quer chamar de justiça.
Com o tempo, quer que apareçam mais, pra reforçar o dito, pra matar, pra saborear.
Tudo vira vício e a vida vira nada.